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OPINIÃO Amitava Dutta-Roy, Ph.D. Você vem percebendo que o seu computador está ficando cada vez mais lento? Bem, existem diversas razões para essa doença. Uma das mais prováveis razões pode ser a fragmentação dos arquivos em conseqüência da falta de espaços contíguos para a gravação dos seus dados no HD. Nós sempre nos sentimos tentados a pensar que apenas apagando os arquivos redundantes e temporários que acumulamos durante a utilização normal do computador, bem como pela navegação na Web, irão resolver tal problema. Até certo ponto tais medidas resolvem, mas a fragmentação continua a ser o maior problema e poucos usuários se preocupam em fazer a desfragmentação dos seus HDs regularmente, pois é uma tarefa que exige um pouco de tempo e paciência. Nós tivemos a oportunidade de testar, em 2007, um novo software comercializado com o nome de Diskeeper, que automaticamente desfragmenta os arquivos no seu HD. Antes de descrever a mágica do Diskeeper, talvez seja útil tecer algumas palavras sobre fragmentação e o processo que reverte esta doença. A fragmentação de arquivos ocorre quando a cabeça de leitura/gravação grava um arquivo no HD de um computador. Nos atuais ambientes de Windows, o sistema de armazenamento mais comumente usado é o NTFS (New Technology File System). A menor unidade de espaço na qual um dado é gravado é chamada de cluster. Um cluster ocupa um espaço de 4KB de dados. Quando a cabeça de leitura/gravação está pronta para gravar um novo arquivo, o sistema NTFS posiciona a cabeça no próximo cluster livre. Se o arquivo que está sendo gravado não cabe naquele espaço, a cabeça de leitura/gravação salta para o próximo cluster livre e começa a gravar o restante do arquivo. Este processo continua até o arquivo inteiro ser gravado. A MFT (Master File Table), uma espécie de índice do sistema NTFS, registra no HD todos os clusters que estão sendo gravados, lidos ou apagados, enquanto que um modulo lógico do sistema operacional comanda o posicionamento exato das cabeças de leitura e gravação entre as diversas superficies que compõem o HD. Veja um exemplo simples deste processo. A figura abaixo mostra quatro arquivos A, B, C e N (onde N é um número arbitrário) que já foram gravados numa trilha do HD.
Existe, ainda, outro efeito adverso sobre o uso do mecanismo de leitura e gravação. Se o usuário grava e lê alguns poucos arquivos por dia, lê alguns e-mails, e navega na Web apenas para procurar notícias de uma ou duas fontes diferentes, a degradação do tempo de acesso devido à fragmentação deverá ser pequena. Entretanto, se o seu trabalho normal envolver a leitura e gravação de muitos arquivos todos os dias ou se você precisa iniciar freqüentemente pesquisas no Google, por exemplo, você irá verificar que, aos poucos, seu computador vai perdendo a velocidade, até chegar a um ponto de irritação. Testes de laboratório conduzidos pelo WindowsITPro (uma divisão da Penton Media, Inc.) de Loveland, Colorado (USA), mostra que a carga de uma imagem de 30MB em um arquivo MS Word em clusters contíguos, pode levar cerca de 17,7 segundos; aumenta para cerca de 18,4s em caso de baixa fragmentação; para 28,3s em caso de média fragmentação, até 50,9s em caso de alta fragmentação. Similarmente, o salvamento de um arquivo de 30MB de MS Word pode levar 2,9s a 5,4s (baixa fragmentação), aumentar para 23,5s (média fragmentação), para 46,1s (alta fragmentação). Se inúmeros arquivos são gravados e deletados diversas vezes, iremos atingir um ponto onde até mesmo a tabela MFT irá se tornar fragmentada e ocupará mais de 18% da capacidade inicialmente alocada para ela no HD pelo NTFS, no momento em que foi feita a formatação do HD. Isto irá influir substancialmente no tempo de acesso. A fragmentação não afeta somente a operação normal de um PC isolado, mas também degrada o processo de backup. Os PCs que trabalham em rede também estão sujeitos às degradações causadas pela fragmentação. Em grandes empresas, onde os PCs conectados à rede necessitam boot up ou carregar arquivos a partir dos servidores da rede, a produtividade reduz-se em função da fragmentação. Imagine dezenas ou centenas de PCs fazendo backup durante o horário de expediente! O aumento do tempo de acesso pode perturbar fortemente as operações de TI, até chegar ao ponto de obrigar a uma parada. Um white paper da IDC (Framingham, Massachusetts, USA) mostra que o Diskeeper pode desfragmentar arquivos da rede de uma forma segura e proativa. O administrador do sistema pode controlar o processo de desfragmentação a partir de uma console central, ajudando a desfragmentação individual das workstations. O resultado é a redução do TCO (total cost of ownership) da infra-estrutura de TI, fato muito importante para as organizações. Além disto, uma vez que as tarefas de leitura e gravação num HD são processos puramente mecânicos, o conjunto de peças mecânicas que o compõem vêm a ser o componente mais fraco e vulnerável do computador. A fragmentação é um fator que colabora para encurtar a vida do HD, e isto é facilmente entendível. O melhor remédio contra este mal é manter o HD sempre desfragmentado. O processo de desfragmentação consiste na detecção e consolidação dos espaços livres, e a transposição dos clusters dos respectivos arquivos para localizações tão próximas quanto possível. Isto requer um algorítimo de leitura altamente inteligente, para que seja possível regravar todos os clusters de um HD, se necessário. É verdade que o Windows possui um desfragmentador nativo, entretanto ele é muito limitado e não dá ao usuário muito controle sobre o proceso de desfragmentação. A Diskeeper Corporation, uma empresa sediada em Burbank, California, USA, especializou-se em um nicho de mercado de desfragmentação através de um software que é, também, conhecido como Diskeeper. Através dos anos, eu tenho usado várias versões do Diskeeper e verifiquei que ele mantém os arquivos perfeitamente desfragmentados. Eu não necessito lembrar de fazer a desfragmentação todos os dias. Como um médio usuário que sou, eu leio, gravo e apago muitos arquivos por dia e navego pela Web durante muitas horas. Caso eu não tivesse um desfragmentador em minha máquina, provavelmente eu teria problemas. O algorítimo patenteado do Diskeeper otimiza o processo de leitura/gravação/apagamento/rearrumação. Para que possa trabalhar de forma satisfatória, o Diskeeper necessita de algum espaço livre no HD. Quanto mais espaço livre tiver, melhor ele irá realizar a tarefa de desfragmentação do seu HD. O padrão da indústria para uma eficiente desfragmentação (best practice) requer cerca de 20% da capacidade do HD livres. O WindowsITPro relata que a desfragmentação com o Diskeeper reduz, em media, os tempos para carregamento e salvamento de um arquivo de 30 MB em MS Word em 60% e 90%, respectivamente. Para se obter o máximo de performance, eu recomendo que você esteja sempre atento ao uso de seu HD. Se necessário, instale um segundo HD. Hoje em dia, a quase totalidade das placas-mãe aceitam um segundo HD. Você pode, também, salvar os dados de uso pouco freqüente em CD-ROM ou em memórias solid state. É difícil quantificar a utilização otimizada de um HD sem o auxílio de testes realizados em um ambiente controlado como o do WindowsITPro. Entretanto eu sentia que a minha máquina tinha melhor performance quando eu fazia a desfragmentação do HD, até que resolvi adotar o Diskeeper, que roda durante todo o tempo, desde que o Windows é iniciado. No ano passado a Diskeeper Corp. lançou a versão 10 do seu software que apresenta alguns aperfeiçoamentos em relação à versão anterior. É possível programar a operação de desfragmentação para qualquer horário do dia ou da noite, além de indicar quais os HDs deverão ser desfragmentados. No meu PC (rodando Windows XP Home Edition) eu tenho quatro disk drives: dois deles estão particionados nos discos lógicos C e D no mesmo HD de 180GB; um HD IOMEGA de 80GB e um Zip Drive IOMEGA de 250 MB. Eu posso programar o processo por dia e por hora. Posso, também, automaticamente desfragmentar qualquer um ou todos os discos usando o Intelligent File Access Accelerating Sequencing Technology (I-FAAST) da empresa. Até onde eu sei, nenhuma outra empresa faz este tipo de desfragmentação automática. A empresa está neste negócio desde 1981 (bem antes do boom da internet) e continuam lançando sempre novos produtos. Na minha concepção, isto é um ótimo teste de aceitação e desenvolvimento contínuo de um produto. A versão 2007 tira proveito das características de multitasking das potentes CPUs e dos sistemas operacionais Windows. Isto permite que o Diskeeper rode em background para executar a tarefa de desfragmentação continuamente enquanto o usuário trabalha em outras aplicações. Esta tecnologia é chamada pela empresa de InvisiTasking. Isto significa que você não necessita interromper seu trabalho normal enquanto o Diskeeper silenciosamente organiza seus arquivos no seu HD. Eu achei que o Diskeeper 2007 é razoavelmente fácil de instalar. Ele vem com um tutorial (virtual tour). A tela é de fácil leitura. O resultado de um commando "Analyze" mostra o grau de fragmentação do disco selecionado. Gráficos de barras mostram o nível de degradação dos tempos de acesso comparados com os valores ótimos para o sistema específico. Os relatórios do proceso de desfragmentação podem ser obtidos através de um click do mouse e podem ser impressos para a finalidade de arquivamento. Abaixo, você poderá ver dois screen shots relativos à desfragmentação automática em operação em meu computador. No CD-ROM que traz o Diskeeper, existe um número extenso de FAQs sobre o produto, que poderão tirar muitas dúvidas suas.
O Diskeeper é comercializado em cinco diferentes versões: Professional, Professional premier, Server, Enterprise server e Administrator. Qualquer uma delas poderá ser adquirida através do site da SDS BRASIL. Conheça a descrição completa do produto. Nota: Este artigo é independente de qualquer interesse financeiro por parte do autor. Ele compartilha com os leitores sua curiosidade e a obsessão em manter seu computador rodando sem problemas e sua experiência com o Diskeeper. |