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Previsões para Cloud Computing
por John Foley - Information Week EUA - 27/01/2009
Empresas querem
se unir à Amazon, EMC/VMware, Google e outras no cloud para oferecer
novas possibilidades aos clientes
Em
alguns aspectos, o mercado de cloud computing ganhou corpo em 2008.
Amazon, EMC/VMware, IBM, Google, Microsoft, Salesforce.com e outras dezenas
de empresas lançaram produtos e serviços on-demand. De qualquer
forma, no entanto, computação em nuvem ainda é relativamente
novo. A platform-as-a-service do Google, a App Engine, está
apenas no início, a plataforma de serviços da Microsoft
Azure ainda está para ser lançada e Oracle e SAP estão
assistindo e esperando para tomar alguma direção. Além
disso, as empresas que adotaram o conceito ainda são minoria, já
que a TI ainda vê riscos de segurança, implicações
na governança e desafios na integração de dados.
E
o que acontecerá? Por conta da recessão econômica,
novos players surgirão como provedores de cloud e, por conta
da crise, os departamentos de TI vão se render aos serviços
de computação em nuvem como forma de "fazer mais com
menos".
1
- Mercado de cloud crescerá de forma constante
O crescimento
deve ultrapassar a marca dos 20%. O número é apenas uma
previsão e não resultado de uma pesquisa de mercado, mas
um importante ponto de vista é que o mercado de cloud crescerá
em taxas saudáveis - 10%, 20%, 30% ou mais - enquanto outros segmentos
da TI terão mais dificuldade para crescer. Cloud computing
será uma opção para lidar com os orçamentos
de TI mais restritos diante do ambiente econômico instável.
2
- Google continuará como player
O Google
App Engine é uma alternativa interessante para desenvolvedores
que estão buscando novos caminhos para produzir aplicativos Web.
Mas, muitas startups devem aparecer, além de companhias de Web
2.0 e outros negócios de menor porte. Entre as empresas que utilizam
o App Engine estão a BuddyPoke, que permite aos usuários
criarem avatars 3-D, e a Pixverse, desenvolvedor de chat e outros aplicativos
de media social.
3 - Falhas
serão mais frequentes
Quando
o serviço de storage da Amazon falhou por duas horas em
fevereiro de 2008, S3-based Web relatou algumas falhas. Com mais empresas
aderindo à computação em nuvem em 2009, duas coisas
estão previstas. Primeira: a adição de novos clientes
causará mais falhas como as vivenciadas pela Amazon. Segundo: os
usuários de cloud estarão mais bem preparados. Aprendendo
a lição, os gestores de TI terão planos de backups
e cenários de recuperação, de forma que seus aplicativos
não falhem quando o cloud falhar.
4 - Grandes
empresas comprarão o conceito
Até
agora, cloud computing tem se mostrado popular entre as empresas
de menor porte, mas corporações e outras organizações
passarão a aderir a computação em nuvem de forma
mais agressiva em 2009. Por que? Porque eles podem. Ferramentas de gerenciamento,
tecnologia de integração de dados e outros pré-requisitos
estão se tornando cada vez mais disponíveis. Além
disso, a promessa de redução de custo tem atraído
as empresas.
5 - Estratégia
da Microsoft
Se
em 2008 a Microsoft falou pouco sobre sua estratégia em cloud
computing, 2009 será o ano de começar a entregar o que
prometeu - mas não se deve esperar muito. O Microsoft Windows Azure
cloud operating system e seu correlato Windows Azure Platform Services
estão em desenvolvimento e a empresa não comenta quando
eles serão apresentados. O mercado prevê algum serviço
Azure na segunda metade de 2009, mas 2010 é algo mais provável.
6
- A chegada de novas ferramentas de gerenciamento
A Amazon
tem prometido adicionar funcionalidades ao EC2 (Elastic Compute Cloud)
no começo deste ano. A divisão Tivoli da IBM planeja adicionar
o gerenciamento cloud em seus Tivoli Service Request Manager, Provisioning
Manager e Monitoring products. Esses são apenas alguns exemplos
do que está por vir. Haverá muito mais.
7
- Startups ganharão Mercado
Em
setembro de 2008, a InformationWeek EUA apresentou 20 startups
de cloud computing que poderiam gerar grande impacto no mercado.
Em outubro, oito foram adicionadas à lista. Algumas semanas atrás,
o fornecedor de gerenciamento cloud RightScale anunciou ter fechado US$
13 milhões em funding.
8 - Cloud
híbrido
Departamentos
de TI vão criar clouds híbridos, ou seja, público-privado.
Para isso, utilizarão a virtualização, APIs e plataformas
como Elastra Cloud Server para arquitetar ambientes cloud
em seus próprios data centers.
9 - Segurança
de dados
Está
aumentando o número de gestores de TI que estão confortáveis
em relação ao nível de segurança de dados
oferecido pelos provedores de cloud computing, que cloud security
é tão boa ou melhor que muitos departamentos de TI poderiam
oferecer internamente. Isso pode ser verdade, mas isso só será
válido quando os argumentos ganharem exposição, ou
seja, usuários finais, reguladores e outros grupos terão
que ser convencidos de que a computação em nuvem é
realmente segura.
10
- A Oracle deve se tornar provedor de cloud
Depois
de assistir o êxito da Salesforce com o modelo SaaS, a Oracle vê
agora a Salesforce e outras empresas crescerem com a oferta de platform-as-a-service,
que confere aos desenvolvedores tudo o que eles precisam para criar e
rodar aplicativos no ambiente cloud. Diante disso, o database
da Oracle agora é uma opção ao Amazon EC2 e a empresa
já oferta aplicativos através do Oracle On Demand.
O próximo passo deve ser database, rodar e criar aplicativos
web, oferecidos pela própria Oracle.
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