Cloud Computing

Em 2008 publicamos aqui, em nosso site, matéria apresentada pela Information Week Brasil, onde falava-se sobre a novidade da Computação em Nuvem e suas tendência no mercado internacional.

Recentemente, no congresso INTEROP, realizado em Las Vegas, de 17 a 21 de maio, um dos assuntos mais comentados foi, justamente, Cloud Computing, e, por este motivo, publicamos abaixo a matéria inserida em nosso site no ano passado, ao lado da matéria publicada no site da ITWEB (http://www.itweb.com.br), logo após o congresso, para que possamos avaliar a evolução que o assunto está tendo e concluir sobre suas tendências futuras, bem como outras matérias que julgamos de interesse.

Cloud computing aponta futuro da TI

por Gilberto Pavani Junior, especial para InformationWeek Brasil

Computação em nuvem amadurece e protago-niza grandes mudanças em TI. Tendências voltam-se para virtualização e total disponibili-dade

Longe de ser algo único, um objeto ou um compo-nente tecnológico, a computação em nuvem se parece mais com um contêiner que abriga vários outros conceitos mais sólidos, discutidos e usados há alguns anos. Só para citar alguns, lista-se arquitetura orientada a serviços (SOA), software como serviço (SaaS), virtualização de servidores, sob demanda, clusters, web enabled, business process management (BPM), thin client, comparti-lhamento e otimização de data centers e conexão.

Parece haver tantos termos quanto há gotículas de água numa nuvem. Justamente por isto, tem se tornado uma benção para marqueteiros, mas um enigma de esfinge para os profissionais de TI. “A computação em nuvem é cheia de benefícios que as empresas podem aproveitar, embora não exista nenhuma grande novidade”, explica o presidente da LocaWeb, Gilberto Mautner. A empresa já elabora planos para oferecer algum modelo de cloud computing para os clientes ainda em 2008, principalmente voltados para start-ups e pequenas e médias empresas.

Apesar de não existir inovações grandiosas, três forças impulsionaram que todos esses conceitos, antes dispersos, fossem reunidos em um mesmo termo. Primeiro, há uma demanda crescente por e-bussines. Segundo, os equipamentos ficam mais poderosos e mais baratos a cada dia. E, terceiro, há a proliferação de informação online, seja na internet pública ou nas redes corporativas.

O estudo “A diversidade e a Explosão do Universo Digital: Uma atualização do Crescimento da Informação até 2011”, realizado pelo instituto de pesquisa IDC a pedido da fabricante de tecnologia de armazenamento e gerenciamento EMC, estima que o mundo online abrigue atualmente 281 bilhões de gigabytes de dados, com crescimento anual de 60%. A projeção é que o total chegue a 1,8 zettabytes em 2011. Nessa quantidade imensa, com certeza, há muita informação de qualidade e a dificuldade é separá-la daquelas que não tem.

Ao mesmo tempo, existe uma ociosidade imensa nos data centers. Esse nível chega a 70% em alguns casos. Isto ocorre não porque o negócio é mal gerenciado. Muitas empresas e configurações dos programas que rodam nas máquinas exigem servidores dedicados e exclusivos. “O hardware cai constantemente de preço, mas a manutenção dele não”, lembra o gerente de novas tecnologias da IBM Brasil, Cesar Taurion.

É aí que entra a cloud computing como meio para fazer estes problemas se dissolverem. No conceito de nuvem, se o usuário necessitar de mais link, armazenamento, novo aplicativo de escritório ou acesso a uma rede qualquer ele usa sem pedir para o departamento de TI. “Se tudo que estiver contido no conceito de computação em nuvem for adotado, haverá uma nova camada na infra-estrutura, uma pele de colaboração”, diz Taurion. Por ela, a demanda e a oferta de informação trafegarão em várias infra-estruturas como um serviço público. Assim, nasce um outro termo: computação como utility.

Passos lentos

A prova de que este conceito de as aplicações residirem em uma “nuvem” dá certo já existe, mas ainda é uma versão beta. No site de e-commerce Amazon, há o EC2 (Elastic Computing versão 2), no qual desenvolvedores podem criar um ambiente virtual e requisitar quantas máquinas forem necessárias. O produto pode ser oferecido de forma personalizada para outros clientes. O preço é determinado pelo volume que foi usado. Se precisar de armazenamento, há outro serviço, o simple storage service (S3).

Várias pequenas empresas tiraram proveito, mas a sedução atinge as grandes companhias, que querem economizar e podem lidar com essa nova cultura de compartilhamento de recursos e informação. É o caso do grupo de mídia New York Times, que abrigou lá sua nova ferramenta pública que permite navegar em 70 anos de notícia (de 1851 a 1922). A chamada Time Machine conta com 11 milhões de artigos em PDF, que podem ser consultados por ano, mês e dia.

Google e Yahoo também têm produtos similares. Eles utilizam alta redundância nos servidores de custo baixo que possuem para oferecer este tipo de serviço. O objetivo é ganhar cada vez mais clientes para diluir o custo de operação. Especialistas apontam as empresas de data centers como os próximos players deste mercado.

Os primeiros usuários do cloud computing devem ser as pequenas empresas, start-ups e centros de pesquisa. “Companhias maiores como bancos, operadoras de telecom e indústrias só devem entrar nisto quando tudo estiver mais estabilizado”, aponta o gerente de Marketing da HP Brasil, Luis Sena.

O assunto já é comentado nas áreas de TI das empresas usuárias. A reportagem da Information Week Brasil entrou em contato com algumas delas, mas nenhuma quis se pronunciar oficialmente. O compasso de espera se deve a essa fase beta. Elas esperam um amadurecimento das ofertas.

Tal atitude tem suas razões. Em fevereiro, o S3 da Amazon sofreu uma pane. Foram duas horas de interrupção. Aparentemente, um ataque de DDoS (distributed denial of service) não controlado fez vários executivos pensarem que o céu iria desabar sobre suas cabeças com nuvens e tudo. Há dois anos, a fornecedora de software de CRM sob demanda SalesForce.com, outra que se encaixaria no conceito de computação em nuvem, teve problema parecido.

Há riscos a serem monitorados. A IBM defende que as empresas construam, em um primeiro momento, infra-estruturas próprias, ligadas com parceiros de negócio e sites confiáveis. Assim, teríamos um céu na verdade, povoado de nuvens de todos os tamanhos que podem se juntar ou não. Controle e segurança são as principais preocupações neste momento. Uma coisa é deixar disponíveis jornais antigos; outra é abrir-se e deixar qualquer um acessar políticas de preço e planos de negócio.

Por este motivo ninguém deve apostar (ainda) cegamente no conceito. Há incógnitas no ar. Talvez ele não seja tão grandioso quanto fazem crer aqueles que defendem a computação em nuvem, mas talvez ela evolua e ganhe outro nome ou até mesmo resgate um. Você se lembra de pervasive computing? E o que há de errado com simplesmente grid computing?

 

Cresce interesse em cloud e virtualização

27/05/2009
ITWEB

Computação em nuvem passa a ser alternativa para empresas que buscam fazer mais com menos


Apesar de o Interop, que ocorreu em Las Vegas, EUA, demonstrar diversas inovações tecnológicas para a área corporativa, incluindo mobilidade, otimização de WAN, segurança, armazenamento, smartphones, infraestrutura de data center, servidores, entre outras, a principal atividade dos CIOs estava centrada em torno de cloud computing. A aceitação e o potencial deste conceito estão crescendo rapidamente. Além disso, a virtualização, que já integra a estratégia da TI corporativa, ganhou atenção especial.

Diante de orçamentos mais apertados e com o desafio de encontrar novos caminhos para fazer mais com menos, os CIOs estão mais do que nunca em cima dos fornecedores e parceiros em busca de ajuda para converter suas infraestruturas velhas e caras em algo mais moderno, ágil, flexível e de menor custo. Eles buscam também algo que dê a eles novas possibilidades e aumente o potencial de crescimento neste ambiente de turbulência econômica.

Em uma das sessões do evento, executivos da HP, IBM e SAP descreveram suas estratégias e progressos na computação em nuvem, enquanto a VMware levou o prêmio de "Best of Interop" na competição com o seu vSphere 4. As sessões trataram da segurança em cloud, aplicações, obstáculos e novas formas de aproximação foram vistas no evento. Durante as discussões, dicas sugeriram que cloud computing deixaria de ser algo improvável para se tornar algo importante para as empresas que buscam fazer mais com menos.

Se interessou pela discussão? Assista a um vídeo em inglês, onde Bob Evans faz mais comentários sobre essas tendências.

Cloud computing: o apelo verde


por Michael Biddick | InformationWeek EUA


77% dos entrevistados comentaram que TI verde é um fator de direcionamento importante para adoção do conceito

Cerca de 65% dos 456 respondentes do estudo sobre cloud computing realizado pela InformationWeek EUA afirmaram que a habilidade de atender rapidamente às demandas corporativas é um fator de direcionamento muito importante para adoção do conceito. De acordo com o levantamento, esse ponto pode ser decisivo para a penetração de soluções em nuvem no mercado.

Segundo a pesquisa, um dos aspectos mais desafiadores e dispendiosos do gerenciamento de um ambiente de TI é a capacidade de planejamento. Geralmente, as organizações simplesmente aumentam a capacidade dos sistemas e fornecem mais habilidade de computação e recursos de operação em rede do que o definido como necessário. Um exemplo disso é expresso por um participante da pesquisa que disse que a empresa na qual trabalhava utilizava-se mais de 200 servidores, operando em capacidade média de 9%. Um verdadeiro desperdício!

Com a computação em nuvem não seria necessário expandir os sistemas a partir de aumento da infra-estrutura, para proporcionar novos recursos quase que instantaneamente. É lógico: diminuindo a utilização, reduz-se recursos paralelos, e, conseqüentemente, custos totais.

Embora 77% dos respondentes tenham comentado que "aderir ao verde" é um fator de direcionamento relativamente ou muito importante para a terceirização, outros dados sugerem que os custos são, realmente, o aspecto mais importante. Todavia, é ótimo quando iniciativas "verdes" se alinham com a economia de custos, e a computação em nuvem em nuvem é um desses casos.

 

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